terça-feira, 17 de novembro de 2009

Atividades Ana e Arlete


Projeto de Leitura

A atividade de leitura corresponde a uma simples decodificação de símbolos, mas significa, de fato, interpretar o que se lê.
Há diferentes práticas de leitura. A leitura na escola pressupõe o trabalho com a diversidade de objetivos, modalidades e textos que caracterizam as práticas de fato. Diferentes objetivos exigem diferentes textos e cada qual, uma modalidade de leitura

Ana e Arlete
Projeto de Leitura

Projeto: Ana e Arlete

sábado, 14 de novembro de 2009

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A COLONIZAÇÃO ALEMÃ NOS SEUS 180 ANOS DE HISTÓRIA

Projeto cultural e histórico realizado na EEB Irmã Maria Felícitas com os alunos da oitava série do período matutino sob a orientação das professoras Ana Claudia Zan e Jalusa Endler de Sousa Reese para conclusão do curso gestar II de língua portuguesa.
Objetivo geral: conscientizar a comunidade escolar da valorização da cultura alemã no trabalho linguístico que ela envoca.
Metodologia:pesquisa bibliográfica sobre o tema, conhecimento geográfico da Alemanha,elaboração de caderno de receitas típicas,folclore desse país,elaboração do café colonial,viagem de estudos pra Joinville,Florianópolis,Brusque e Blumenau. Tendo a finalização com a feira pedagógica.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Atividade desenvolvida na escola



crianças na Semana da Pátria





Projeto: O Texto e os Valores na Escola
EEB ”Rodolfo Zipperer”
Cursista: Juliete Alves dos Santos Linkowski
O trabalho com textos possibilita inúmeras abordagens que permitem ao professor utilizá-las como forma de provocar nos alunos a discussão de temas relacionados ao contexto social em que vivem. Nesse sentido a escola está desenvolvendo o projeto: texto e valores na escola, entendido no PPP (Projeto Político Pedagógico) como uma ação do projeto ABCD (Aprender, Brincar, Criar e Desenvolver)1.
Professores envolvidos: todos
Fase do projeto: desenvolvimento das oficinas.
Oficina 1( já desenvolvida):
Tema: valores
Turmas: Séries Iniciais
Objetivo: desenvolver atividades relacionadas com a Semana da Pátria, ressaltando valores como: respeito, amizade, liberdade, perdão e o companheirismo.
Gêneros textuais privilegiados: Poesia e letras de música
Estratégia: vídeo explorando o Hino Nacional, jogos dividindo os alunos em quatro grupos (amizade, respeito, perdão e alegria). Elaboração de poesias, acrósticos, cartazes, desenhos, pinturas, recortes, colagem, dramatizações, leituras informativas e produções textuais.




______________________________________________
1. O ABCD é um projeto único da escola e que abrange todos os demais como ações. O objetivo principal é trabalhar a Educação com ênfase nos valores humanos através de atividades lúdicas e interativas.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

MEMÓRIAS ESCOLARES, Zenilda Maria Paulo Soupinski

Memórias Escolares de 1a a 8asérie
1a a 4a série
Aulas multisseriadas, numa sala 1a e 2a, e na outra 3a e 4 a série; não havia diretor nem merendeira, nós que fazíamos a merenda com a(o) professor(a). Trabalhávamos na horta escolar.
Não lembro das professores de 1a e 2a séries, na 3 série foi Jucélia Vachinski Marcos, repeti a 3a pois a professora morava em Rio da areia e faltava muito, acabei desistindo para poder ajudar minha família na roça(fumo). Na 4 asérie foi o professor Thomaz Tadra, um senhor de idade, mas muito compreensível e paciente. Biblioteca ou livros de leitura nem pensar.
De 5a a 8a série estudei no Almirante Barroso. A professora que mais me cativou foi Janete Bauer Gatz (L.P) na 6 série, foi aí que decidi que gostaria de ser professora de L.P.
Aprendi muita coisa de matemática, física e química que até nos dias de hoje se usa nas escolas, não vejo razão para existir (fórmulas).
Fiz o Magistério no Ensino Médio, líamos muito pouco literatura, era mais livros didáticos , nos preparávamos par a realmente darmos aula. Me sentia frustrada, não era isso que eu queria, estava ansiosa, pois queria dar aula de L.P. e não de 1a a 4a série. Certo dia conversando com a professora Joana Miotto, ela me esclareceu que eu precisava prestar vestibular e fazer o curso de Letras. Foi então que fui me informar e fazer vestibular, tinha 80 vagas para Mafra, passei em 32a, senti muito orgulho de mim mesma, pois o magistério preparava para lecionar e não para o vestibular. Achei que fui bem. Conclui a Faculdade em 3 anos (inclusive aos sábados a tarde).
A professora que me chamou atenção foi a de Inglês (Rita), pois a maioria dos alunos não sabia nada da matéria, então ela começou pelo inicio, como se estivéssemos na 7a série, foi excelente, aprendi muito com ela nos 3 anos que lá permaneci.
Não líamos muito. Não lembro de um livro em especial a não ser “Os Lusíadas” (Camões) “Crônica de Uma Morte Anunciada”; livros de difícil compreensão, lembro muito pouco, mas na verdade seus títulos.
As aulas eram tradicionais , mas aprendi muito, pois era meu objetivo ser professora de L.P. e para o momento, era o “ideal”, penso eu (86-88).
Hoje em dia leio muito, mas textos curtos, textos da Internet. Adoro tudo que esteja relacionado ao Meio Ambiente. Livros de auto-estima também leio, pois tenho problema Bipolar, preciso me auto identificar constantemente.
Acredito que o eixo principal de minha leitura hoje é através da Internet.

Relato de uma professora: entenderam?

Era uma tarde ensolarada, e o diretor da escola reunira todos os alunos no pátio, para informar sobre as mudanças ocorridas na escola, enfim, aquelas coisas que só se consegue fazer nas férias, sem crianças correndo, gritando, pulando...Os alunos estavam todos agitados, e foi aí que o diretor resolveu usar seu precioso apito para chamar a atenção do pessoal.
"Piiii...piiii..SILÊNCIO!"- e começou seu discuro cheio de autoridade e orgulho, pelas benfeitorias realizadas no espaço escolar.
"Queridos alunos, vejam....enquanto vocês descansavam nas férias de vocês, nós cuidamos da escola..."
Enquanto isso, eu apenas observava a cena parada na porta da sala de professores, quietinha, prestando atenção aos recados do "dire".
"...e vejam, todos tem que cuidar, ajudar a manter a escola bonita...ENTENDERAM?"
E os alunos, apreensivos respondem prontamente:
- Entendimos!
"E não é entendimos, é ENTENDEMOS!!!"
- Entendemos, diretor!
"Isso, porque vejam, colocamos grades na quadra de esportes, PLANTEMOS flores, grama..."

Ali, minha índole de professora e de amante da nossa Língua Portuguesa partiu no meio, doeu!! Que exemplo hein diretor? Para cobrarmos qualquer conteúdo de nossos alunos, devemos nós, como professores e educadores, dar o exemplo, e dominar os conteúdos. Naquela situação, vi o quanto nossas ações refletem em nossos alunos...
Então, vamos fazer sempre o melhor para eles, para que possamos tentar mudar os conceitos errados que andam sendo aprendidos por aí...entenderam?

Ana Cláudia Zan, professora de Língua Portuguesa e Inglês do Ensino Fundamental e Médio.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Memorial RUTIANE

"Oh que saudades que tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais"
(Casimiro de Abreu)

Vivi minha infância numa pequenina cidade chamada Major Vieira,em meio a brincadeiras,fantasias e muitos amigos.Adorava estar na chácara do meu avô,pisar no chão molhado da terra com uma liberdade sem igual.Corria,subia em árvores,imaginava que era um passarinho capaz de voar além das copas das árvores.Admirava os peixinhos que observava num pequeno rio,segui-os até perdê-los de vista e morria de inveja porque eles pareciam ir mais longe do que eu.Porém,com seis anos ouvi a sequinte frase:"A vida não é só brincadeiras,precisa estudar também." Fui matriculada no pré-escolar,mas não quis ficar.
No ano seguinte ,iniciei na primeira série,agora com lindos cadernos,todos encapados pela minha prima Sirlene,hoje professora de matemática,a qual sempre me incentivou a estudar,contando-me sobre sua faculdade,suas leituras e principalmente vivendo o amor pelos estudos.
Enfim,entrei na sala,mas durante uma semana minha mãe permanecia na porta.Ocarinho da professora Judite me fez perder o medo,fiz muitas amizades,algumas que permanecem até hoje.Recebi meu primeiro livro didático:"A cartilha".Primeiro olhava os desenhos decifrava palavras e por fim,o momento inesquecível,aprendi a ler.Saí da sala lendo placas,cartazes,receitas,bulas e tudo que via pela frente.Sempre fiz grandes viagens imaginnárias.Quantas vezes subi até o espaço,sem tirar os pés do quintal,deitei nas nuvens e brilhei como as estrelas ouvindo os causos e estórias do meu pai.
No antigo Ginásio minhas leituras basearam-se na Coleção Vagalume e nos exercícios de "Siga o modelo",sem falar das famosas redações sobre as férias.Tive poucos professores de LP habilitados.
No Segundo Grau conheci o professor Henrique e seu estilo inovador de dar aulas,havia na escola uma grande expectativa pela sua chegada.No ano seguinte,estudei no Colégio Sagrado Coração de Jesus da cidade de Canoinhas,com a professorra Cleceria, de LP,a qual cobrava sempre a leitura dos clássicos,o que me fez ter grande interesse por literatura.
Com dezessete anos queria fazer o curso de Direito,mas por vários motivos desisti.Optei por cursar a faculdade de Letras,e fui feliz na minha escolha.Amei meu curso,tive uma turma especial.Fiz Pós-Graduação em Psicopedagogia.
Mas ainda acho que sei pouco.Tenho certeza que há muito para aprender.Há imensas viagens e caminhos a percorrer;diante delas sinto-me como aqueles peixinhos da infância:pequenos em tamanho,mas capazes de realizar grandes viagens,com muitas pontencialidades a serem descobertas ao longo dessa travessia,que é a vida.

Rutiane Simões de França Loti

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Eu leio
Tu escreves
Ele produz
Nós reestruturamos
e Eles nos mostram o que aprenderam.
Jalusa Endler de Sousa Reese
ago/09

MINHA MÃE MENININHA

Minha mãe menininha
minha mãe Maria
Maravilhosa mãe;
Melosa música,máxima melodia
Mais mulher
Menos martírio
Magnânime
Maciez
Minha mãe Maria.

Poema produzido por Jalusa Endler de Sousa Reese
em homenagem a sua mãe Maria Endler de Sousa

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Aninha



Ana acorda
amada,adorada
Ana acalenta
afável,afetuosa
Ana amiga
abençoada,amável
Ana aconchego
alicerce,amparo
Ana adormece
adeus,até
além,amém
Ana angelical
Anjo Aninha!

(Aninha é Ana Carolina,minha sobrinha, que fez uma breve passagem pela terra)
Cursista: Terezinha Gelchaki
wfqhqwfsvçwgwv

sábado, 15 de agosto de 2009

Amado Amigo

Antes andava a andar
Agora ando a amar...
Antes ansiava acalmar
Agora anseio aconchegar...
Antes aceitava acelerar
Agora aceito aplacar...
Antes apreciava anoitecer
Agora aprecio amanhecer...
Antes almejava aceitar
Agora almejo acreditar...
Antes andava a andar
Agora ando a amar...(...)
Antes apenas amigo
Agora amado amigo!
Ana

Memorial - O caminho ao letramento

Sem dúvida alguma a grande influência ao letramento veio do lado materno. A realização de um sonho de mãe concretizou-se na filha... Devido a dificuldades de outrora a escolaridade - uma menina-moça viu seus sonhos podados ao ser impedida pelos pais de prosseguir os estudos. Uma grande frustração tomou conta do seu ser a partir de então... Com o passar do tempo, casamento, mudanças, filhos, dificuldades de toda espécie a impediram de realizar o maior sonho - ter uma formação educacional regular. Quando precisou assumir a casa e os filhos (6) sozinha, estabeleceu como regra primeira - "sempre boas notas para obter qualquer 'premiação' ou necessidade não- básica atendida". Com isso manteve a ordem e os estudos como prioridade. O tempo foi passando, as "crianças" crescendo e os estudos foram deixando de ser obrigação para ser prazer. O contentamento da mãe ao saber da escolha da quinta filha pelo vestibular do curso de Letras foi visível. Os primeiros dias de faculdade foram penosos - não havia na acadêmica o contentamento necessário e a angústia foi dividida entre mãe e filha. Eis que surge o conselho: "Não se pode afirmar que algo é bom ou não não antes de seis meses de experiência. Caso não goste realmente há a possibilidade de novo vestibular e um novo curso se iniciar posteriormente". Filha obediente e certa da visão certeira da mãe, a sequencia ao curso se deu. Feliz escolha! Ao início do 2º bimestre o "encantamento" finalmente se instalou. Ainda em início de curso, a inscrição para aulas excedentes sem sucesso. Vaga havia, mas priorizava-se quem já tinha experiência. A saída então foi entrar em contato com um ex-professor que, àquela época, respondia pela direção da EEB "João José de Souza Cabral", com o seguinte argumento: "Como terei 'experiência' se não me deixam começar? O senhor foi meu professor- segui seus passos e agora preciso de uma chance para mostrar o que sei e a que vim." Argumento aceito e o início no magistério concretizou-se em Março de 1986. Vinte e três anos de caminhada - aprendendo, dividindo, crescendo. No decorrer da caminhada, mais especificamente em 2003 a "mãe" partiu. A "filha" sem chão, queria desistir de tudo e sucumbir. Apenas quinze dias se passaram do ocorrido e era dia do professor e, também, dia de retornar as atividades após a licença de nojo. Sequer forças para levantar da cama e retomar as atividades havia. Foi então que, arrastando as pernas rumo a porta de saída veio a lembrança do olhar de satisfação da mãe que tanto se orgulhava da filha professora. Havia nela a concretização do sue maior sonho. A coragem se instalou, o passo foi dado e a caminhada retomada. Hoje sou a mãe professora. A emoção de dar aula ao meu filho compensa qualquer dificuldade e o caminhar que por vezes é tão árduo, torna-se prazeroso.
Ana Paula Ziemann

Sem saída

Selma, Sandra, Sara
sentadas sossegadamente
sobre seus sofás. Sábado, setembro...
Subitamente surgem sinais sensoriais: sentimento saudosista,
soldados sábios soletrando sonetos sem simplicidade:
"Sérgio Saracura"
"Saulo Sola Solta"
"Sílvio Samaritano Sem Saída"
Sinos são sopros sinalizando sentimentos sinceros sob sol setembrino:
Santa Selma solicita salmo,
Sandra solicita sorvete,
Sara solicita sargento sossegado.
Saracura, Sola Solta, Sem Saída saem sem saber se :
Selma, Sandra, Sara serão suas.
Sentinelas saem. Silêncio.

Ana Walkoff
Maristela
Marize

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Primavera

Primavera presume primor perfumado
Precipita profundos prazeres para pecado
Pinturas paisagísticas pomposas pois prevalece pureza
Perniciosos pensamentos prosseguem por pretender partir pouco a pouco para presentear pela paixão principiada pela princesa
Penélope primeiramente prefiro prestigiar pureza
Posteriormente pretendo possuí por parceira
Paralelamente prossigo pensativo, perseverante ...

Arlete
Samuel
Zenilda

terça-feira, 14 de julho de 2009


Encontro
07/07/2009
Cursista
Aninha
Explanando
atividades
de seu grupo
Relações lógicas



Cursista Michele

Explanando atividade

Elementos da
coesão textual


Vanessa e Ana:
Explanação sobre
coerência textual




Edinho, Janira,
Maristela e Marize

Apresentação
sobre Estilo

Formadora selma
Apreciando as
apresentações
dos grupos







Formador Adão
Organizando apresentação
por meio de data show...





Cursista Zenilda

Explanando tópicos

sobre a implantação

do seu projeto na escola





Cursista Juliete

Explanando aspectos

de seu projeto a ser

realizado na escola











Cursista Janira

Apresentação sobre Estilo

Rooooooooonallllllllllldinhhhhhhhoooo

Galvã Buena, rssss

Cursista Neide
Apresentando
Um estilo da região




Cursista Terezinha





Aline e um estilo carimbadíssimo

Gil Gomes e o defunto na lagoa

Rodrigo de Freitas

Cursista Henrique
Eta professor Raimundo
E o salário?...

Vanessa
Isso pode, isso não pode




Cursista Aninha


Lady Kate ataca novamente

o Gralby e a Lagoa Rodrigo

de freitas...

Jalusa
Roda, Roda , Roda
Terezinha, u u u
Chacrinha inconfundível



Michele apresentando

e encarnando Hebe Camargo...

Rutiane
Baixinhos e baixinhas
xuxaxa





Cursita Ericleia

Lady Kate

A Lagora Rodrigo de Freitas

foi a loucura...rsss







Cursista Edinho

Boa noite seu Cide Moreira!





Ana, apresentando a Angélica








terça-feira, 30 de junho de 2009




Janira Adriana Prust

Era inverno de 1976 e o humilde casal, Wanda Nely e Albano Prust, recebia o quarto filho, desta vez a segunda menina. Fazia frio naquele mês de junho, e mesmo assim as fraldas estendidas clareavam os varais da pequena comunidade de São Pascoal, Irineópolis –SC.
Os pais, (ele operário em uma serraria e ela dona de casa e diarista) apesar do pouco estudo, também contribuíram para o crescimento intelectual dos filhos, pois sempre liam e buscavam adquirir livros, revistas e jornais. Numa casa que se localizava entre uma escola primária e um cemitério; a caçula cresceu saudável e sempre teve o cuidado e a atenção dos pais e dos irmãos mais velhos. Estes, por sua vez, eram estudiosos e de alguma maneira incentivaram para que Janira se interessasse também. E talvez, tenha sido por isso, ou quem sabe pelas brincadeiras da escolinha de faz -de –conta, que ela fora alfabetizada antes mesmo de chegar à escola real. E quando lá se encontrou, estimulada pelo livro “Barquinho Amarelo” não teve dificuldades com as letras e ainda passou a ajudar os colegas de sala.
Nesta escola havia uma grande sala que chamavam de biblioteca, alguns e intocáveis armários de vidro a rodeavam. Porém, o acesso era restrito e nunca se soube ao certo, para que servia aquele espaço. Mesmo assim, aquele período escolar fora produtivo para a pequena garota. Até que chegou o final da quarta série e aí teria que mudar de escola. Um difícil desafio, já que era bastante tímida. Enfim, com o apoio dos pais, passou a estudar numa escola maior aonde atendiam alunos até o Ensino Médio. No período inicial teve muita dificuldade de se expressar, já que tudo era tão novo..., tão estranho..., tão diferente. Enfrentou os obstáculos e sentiu-se mais à vontade.
Podia-se perceber que nesta escola havia também um espaço que chamavam de biblioteca, porém, na maioria das vezes, permanecia trancada. E somente empréstimos esporádicos eram permitidos. Finalmente, quando inicia o curso de Magistério é que conhece professores que fazem a diferença e que estendem para a escola o estimulo à leitura que a jovem nunca deixou de receber em casa. E é exatamente neste momento que decide rumar para o curso superior de Letras. Na faculdade encontra pessoas maravilhosas entre colegas, professores e duas pessoas em especial: sua amiga e um rapaz, hoje esposo, estimularam e continuam contribuindo, para que a jovem construísse a sua história de leitora.
Ana Claudia Zan

Durante a infância, recordo-me que adorava ir à escola. Era uma doce aventura aprender coisas novas, desvendar mistérios nas histórias que escutava. Eu sempre gostei muito de estudar, de ler, enfim, queria sempre aprender mais e mais. E lia. Lia muito. Freqüentava a biblioteca e considerava-a um “cantinho” da imaginação. Para mim, livros difíceis, (aqueles mais grossos, que ficavam nas prateleiras de turmas avançadas) eram um delicioso desafio, e confesso que li quase 90% daquela biblioteca!
Quando cheguei ao Ensino Médio, as leituras de livros literários tiveram que ceder espaço para o estudo de outras coisas, para os ensaios de teatro e dança. Nessa mesma época descobri a paixão pela Língua Portuguesa e suas vertentes. Peguei gosto pela literatura e representei isso em peças teatrais. Extravasei no teatro!
Nesse mesmo período, aprendi a buscar uma leitura crítica através de revistas, jornais, reportagens, etc. Minha consciência crítica se desenvolveu e aprendi a argumentar e defender minha opinião. Foi maravilhoso! Desenvolvi a escrita, aprendi todos os tipos de texto, e sempre me destaquei no ato da escrita, tendo a maior nota em redação em um dos vestibulares que fiz, sendo que a redação virou notícias de jornais e da internet.
Por medo de sair de casa e ir morar sozinha, abandonei o sonho de fazer Artes Cênicas e fui fazer letras. Desde que cheguei à faculdade, o interesse pela Língua Portuguesa e pela Literatura apenas aumentou. Comecei a ler novamente. Li teorias, livros literários, revistas específicas, críticas literárias, livros técnicos, etc. Minha habilidade na escrita aumentou e se desenvolveu quando comecei a escrever resenhas, meus próprios artigos e ensaios, e retomei um segredo guardado desde o Ensino Médio: Meus poemas.
Confesso que deveria ler mais do que o faço, porém estou dedicando boa parte do meu tempo às pesquisas dos meus projetos finais de curso. Mas estou sempre lendo e escrevendo. Tornei uma pesquisadora da linguagem, e não pretendo parar isso tão cedo.
Memórias

Como ocorreu o meu processo de letramento? Responder a essa pergunta é reviver antigas lembranças, da fase infantil até início da adulta. Onde a família, amigos e alguns professores marcaram esse momento.
Cheguei no município de Canoinhas após a enchente de 1984, aquela que acarretou inúmeros problemas a todo o estado de Santa Catarina. Porque sou filha de policial militar, o qual mudava de domicílio com freqüência. Neste mesmo ano fui alfabetizada na E.E.B. Sagrado Coração de Jesus, com o livro “Barquinho Amarelo”, com a caixa de areia, com cópia de sílabas. Esses momentos passam como flashes em minha cabeça. Ao ingressar no intitulado ginásio (5ª série), tive como professor o senhor Éderson Motta, que me apresentou ao universo literário. Tornando as aulas um ambiente agradabilíssimo de contato com livros, teatro, música, poesia e toda beleza da língua. Ele foi o professor incentivador na minha carreira de professora, que começou em 1997. E isso eu tive a oportunidade de comunicá-lo num encontro educacional há algum tempo atrás. Eu estava bem emocionada neste dia.
Engraçado, mas do ensino médio as lembranças foram apagadas. Talvez, porque não foram marcantes. Já no ingresso no ensino superior veio o encontro com Fahena Porto Horbatchuk, excelente profissional da área e mais uma estimuladora da leitura. Foram quatro anos de contato o qual deixaram saudades. Ela foi o nome de turma na minha formatura em 1999.
Logo após essa etapa, em 2002 eu fiz especialização. E a cada módulo de estudo, um professor, mestre e doutor vem reforçar o gosto da leitura e abrir o leque de conhecimento cultural, que eu levo para a vida. E acredito que a formação do meu caráter e dos meu valores ocorreu com esses bons profissionais que estiveram no meu caminho. Obrigada a todos!

Jalusa Endler S. Reese
E.E.B Irmã Maria Felicitas
16/06/2009
Minha vida escolar

Meus primeiros momentos na escola foram marcados por curiosidades e descobertas. Pensava que poderia aprender tudo de uma só vez, e que iria sobrar bastante tempo para brincar. Passado essa fase, percebi que tudo acontecia em seu tempo certo. Então tomei contato com as primeiras letras, números e a descoberta de um mundo novo, com suas maravilhas em forma de palavras, frases e textos.
Uma vez alfabetizado, realizei um sonho grandioso, que era a habilidade de extrair significado das letras imóveis no papel. Essa capacidade de leitura, fez com que eu pudesse realizar a proeza de ler e trocar revistas de histórias em quadrinhos que tanto me fascinava.
Passado os primeiros anos de estudo, fiquei cada vez mais fascinado pelo mundo das letras e dos livros. Meu Ensino Médio consolidou o meu prazer e amor pelos livros, textos leituras. A partir dessas experiências com o mundo do conhecimento, decidi cursar a faculdade de letras e sinto-me realizado com essa profissão.

Samuel Antônio Ribeiro de Lima
E.E.B Estanislau Schumann
Brincadeira de criança
Às vezes é difícil lembrar, de coisas que aconteceram. Geralmente, lembramos das coisas marcantes, sejam elas boas ou más. Lembro muito de meu pai que já se foi, pois ele era muito rigoroso quanto ir à escola. Um dia ele me disse que o estudo era tudo que ele podia dar de valor a seus filhos, e isto com certeza foi o que me incentivou a voltar para a escola depois de um câncer de mama de minha mãe. Quando eu era pequenina, minha irmã me contava histórias, eu adorava “O patinho feio”, talvez pelo preconceito que ele sofria. Nós gostávamos de brincar de “escolinha” dentro de uma enorme tina de vinho. Provavelmente isto é que me incentivou a ser uma professora. Mais tarde descobri que realmente era isto que eu seria, pois, tinha-me espelhado na professora Cristiane de Língua Portuguesa, uma pessoa maravilhosa, que tratava todos com igualdade e muito carinho. Ela me fez ver que tudo podemos conseguir se realmente quisermos e, eu queria. Hoje, lembro de professores rigorosos que tive e também os entendo. Sei que tudo o que sou como pessoa e profissional, devo a eles. Isto também foi importante, tão importante quanto o primeiro romance lido, “A moreninha” que marcou a fase de minha adolescência. Tudo enfim, marcou e foi um aprendizado para que eu pudesse compreender que o “ensinar” é mais um mero caso, é conviver, partilhar e construir.

Dalva Mirian Moreschi
E.E.B Estanislau Schumann

quinta-feira, 25 de junho de 2009

R E C O R D A R...

(...) na parede da memória a lembrança é o quadro (...)
Belchior

Lembro que uma brincadeira de que gostava muito era fazer de conta que era “professora”. Brincava na despensa um lugar bem apertado ao qual levava um pequeno quadro negro. Era uma disputa, muitas vezes minha irmã queria ser a professora e brigávamos por isso. Foi a partir desta que se manifestou o meu prazer em lecionar. Lembro que minha irmã mais velha folheava com gosto umas revistas “Mundo Jovem” e eu ficava imaginando a maravilha que seria poder ler tudo aquilo. Aos domingos sempre acompanhava meus pais às missas e recordo com clareza que por vezes “fingia” ler aqueles folhetos.
Quando comecei a frequentar o jardim recordo de certa manhã chuvosa na qual não queria ir pra aula de jeito nenhum, acabei jogando minha mochila na poça de barro, pura comédia. Na sala depois de alguns minutos já tínhamos nossos lugares escolhidos e... sentados. Da escola não gostava tanto mas era uma excelente aluna o que me ajudava em muitas situações.
Em um abrir e fechar dos olhos da memória vejo a escola, o corre-corre na hora do lanche, minhas colegas, e é claro, a professora de português. Sempre muito séria entre meio aos livros de literatura. Os exercícios gramaticais era na base do “siga o modelo”. O grande momento era quando recém chegava da escola debruçava-me nos livros e cadernos para fazer os temas. Minha maior alegria foi quando fiz com “gosto” meu primeiro trabalho para a disciplina de ciências. Foi no período do Ensino Médio que comecei a ter “encantamento” sobre a linguagem. Adorava as aulas de português e viajava no mundo dos livros literários. A partir daí surgiu a idéia de prestar vestibular para o curso de Letras.
Em meados de 2002 ingressei no curso de Letras com habilitação em Português e Espanhol e suas respectivas literaturas. Na faculdade, diga-se de passagem, “engolimos teoria” e a prática muitas vezes fica a “ver navios” - apesar dos estágios. Era fantástico poder ir à biblioteca da Faculdade em pleno sábado e ficar lá por horas e horas. Recordo da primeira aula na Faculdade... tudo era novo, forte e tão especial.
Em 2005 surgiu então a oportunidade de especializar-me com o curso de Língua Portuguesa e Literaturas. Foi bastante proveitoso e importante para o meu crescimento profissional e intelectual. Meu trabalho de conclusão de curso foi uma pesquisa bibliográfica. Tive como principal objetivo desenvolver um estudo sobre o ensino e a produção textual a partir de gêneros textuais, baseada nos estudos da lingüística textual. Investiguei o processo em que o ensino da língua materna vinha e ainda continua sofrendo ao longo das décadas. Foi um trabalho em que envolveu muitas discussões e pesquisas direcionadas às concepções da linguagem.
Com o passar dos anos, veio o tempo do trabalho para valer. Meu primeiro passo profissional foi na Escola “Frei André Malinski” no interior de Major Vieira. Com os alunos não tive problemas sofria com a insegurança advinda da falta de experiência. Com o passar do tempo isso foi sendo amenizado.
Fica à sugestão, e a necessidade que os professores estejam abertos a mudanças de metodologias e às novas práticas de sala de aula, para que o ensino de língua materna seja muito mais do que apenas uma disciplina curricular, mas um veículo de comunicação, que apresente ao aluno a capacidade de conhecer e produzir um texto nos mais diferentes gêneros. Atualmente, trabalho na E.E.B “Luiz Davet” com turmas do Ensino Fundamental e no CEJA com Jovens e Adultos.
Mas os anos passam depressa e hoje sinto saudade e guardo tudo como boas recordações...
Ericléia Malicheski.

Meu caminho ao letramento

Meu letramento iniciou ao ouvir minha avó contando seus causos, adorávamos dormir na casa dela, porque sabíamos que antes de deitar ela nos contaria as histórias do compadre macaco, do João grilo e muitas outras.
Em casa tive um outro grande influenciador para meu contato com os livros, meu pai, ele lia e comprava coleções tanto para nos quanto para ele, e mesmo não conhecendo as letras, folheava os livros para tentar adivinhar o que estava escrito, quando não inventava histórias.
Iniciei o primário sabendo ler, e por ser muito ativa e conversadeira queria opinar sobre tudo que fosse relacionado à historias. Também adorava contá-las, lembro-me que quando meus primos e eu nos reuníamos na casa da minha avó, ficamos até tarde inventando histórias de terror. Já no ensino fundamental não tenho muitas lembranças de meus professores, exceto uma da quinta série Profª. Zilma, ela era conhecida na escola como “Diabo loiro” todos os alunos a temiam, mas para mim foi uma excelente professora, pois me motivou a escrever e fez com que o gosto pela leitura aumentasse ainda mais.
No ensino médio não houve grandes mudanças, pois fiz um curso técnico e todas as disciplinas eram voltadas para a área na qual estudávamos. Após me formar , resolvi cursar a faculdade de Letras Português e Espanhol, essa escolha foi motivada pelas minhas conversas de mais ou menos dois anos pela internet, com amigos mexicanos, nas quais aprendi as habilidades do espanhol. Mas ao conhecer as diversas disciplinas do curso de Letras, eu me apaixonei pela cadeira de literatura, graças a um magnífico professor que me fez mergulhar no mais profundo das obras.
Esse passo foi de extrema importância para que eu pudesse realmente compreender o que um conjunto de signos pode causar na vida de quem os decifra. E a cada dia vou desconstruindo e construindo novos conhecimentos, e desvendando mais e mais deste mundo do ser letrado.

Profª. Aline Pires Alzemiro Soares

terça-feira, 23 de junho de 2009







Gestudas e Gestudos em ação